Marujo

Foram sinceras

as lágrimas do amigo

que se despedia 

com medo

levava o porto consigo

as águas, os ventos, os mares

ninguém sabia direito

o que aconteceria

 

No adeus marinheiro

nem mais a morte,

nem mais o corte,

ele simples partia

e partido levava o amigo

que se dividia

metade morava no peito,

outra, na poesia

1 Resposta para “Marujo”


  1. 1 Alexandre (oficina) Abril 27, 2008 às 12:33 am

    Te falar, não tenho saco pra ler os contos (a despeito de todos os elogios nos comentários)… mas nesse poema tu arrasou. huauhauha
    Muito boas as rimas. :D


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