era preciso ser tanta
e o tempo vai
como passa o trem
dinheiro, obrigações,
cachorro e regar as plantas
a vida corre e
tudo isso me detém
era preciso ser santa
mas o tempo vai
e o prazer muito convém
no convés do desejo
amor, eu quero nossa manta
e correr com a vida
a liberdade que sou refém
o que faz mais um dia
depois de outro dia?
onde está o que eu quero?
se morrer, então, não adianta
vai e me encanta
que eu vou também
cachorro, roupa, telefone,
era preciso ser branca
uma velha sem pelanca
e se deixar ninguém
o tempo passa
como vai o trem
e vou seguindo
teu cheiro me levanta
despertar
mas não é você, nem ninguém
eu quero ser minha
e tudo isso me espanta
me lança
mas de feitiço não vou viver
vou te amar como nunca
e não vou te esquecer
te faço minha alavanca
me espanca,
mas preciso ser
o que faz mais um dia
depois de outro dia?
Putz, a rotina! Há tantas coisas para fazer que nem sei por onde começar!!! Mas de alguma forma tenho que começar. Escolhi começar por esse comentário, mas acabei que fiquei enrolando aqui e não comecei de verdade… Vou começar!
Ai as rimas desse irmão!
pão, trago, descortina
tudo solto, bailarina
olhar de gavião!