De tudo que é sólido

das pessoas

tenho o amor que é ar

que é meu e do mundo,

das plantas, dos bichos, e de tudo,

do sol e do mar

 

das pessoas

o que eu tenho nunca é meu

é a reconquista de cada instante,

do amor

que como o ar me invade,

e me corre por todo o corpo

 

num parto volto

        revolto

            envolto de instante

 

num mesmo choro da vida

que é sempre primeiro e último

choro

 

                  berro-choro

         desse ar que me chupa,

me invade, me expulsa, me estupra

meu

          pulmão

       saber sabor

 

de ti tenho apenas o amar

que é amor e ar

e não apenas,

mas possibilidade de te encontrar

e poder ser um convite

ao teu respirar

1 Resposta para “De tudo que é sólido”


  1. 1 André Mielnik Novembro 17, 2008 às 3:44 pm

    fine and mellow


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